A História se repete?

 

A imagem acima foi capa de uma edição da Revista Veja de outubro de 1968. Segundo o escritor Zuenir Ventura, “o ano que não acabou”. Parece uma triste constatação, pois neste mesmo ano, uma série de acontecimentos acabou resultando, em 13 de dezembro, na promulgação do Ato Institucional no. 5, o famoso AI-5, o conjunto de normas mais rigoroso e petulante de todo o Regime Militar Brasileiro.

Um desses acontecimentos foi a famosa prisão de estudantes durante o congresso da UNE em Ibitiúna, interior de São Paulo. Os policiais do DOPS invadiram o local armados até os dentes, como se estivessem à caça de bandidos de alta periculosidade, imagem que a imprensa ajudava a cultivar. Figuras como José Dirceu e Vladimir Palmeira faziam parte do grupo de pessoas detidas.

Mesmo quem não viveu essa época, emociona-se à descoberta dos acontecimentos sombrios. Quem viveu, provavelmente, sente um incômodo “déjà vu” ao deparar-se, em plenos anos 2000, com  as chocantes detenções dos estudantes que ocupavam os prédios da USP. Prisões arbitrárias e que distorcem ainda mais a imagem da polícia perante a população. A mesma polícia corrupta, que faz vista grossa a pequenas contravenções, para ganhar propina. A mesma que permite que os “maus traficantes” dominem as comunidades e usem nossas crianças como peões descartáveis na guerra do tráfico. Não foi à toa que o exército teve que intervir nas ocupações dos morros cariocas. E a população, com o pensamento castrado por uma mídia tão reguladora e manipuladora da opinião pública quando a de 43 anos atrás, aplaude essa ação arbitrária e, por isso, vergonhosa! Criam caricaturas e rótulos com as imagens dos estudantes a fim de ridicularizá-los e diminuir a força de seus ideais, tal qual, nos piores anos de ditadura, criou-se o mito dos comunistas comedores de criancinhas!

Será que os ares pestilentos desses tempos, que julgava-se remotos, estão voltando? A situação parece favorável a isso. Pode-se sentir um clima de conspiração e revolta contra o Governo Dilma Rousseff. A imprensa, a oposição e até possíveis infiltrados em sua equipe parecem insatisfeitos em ver uma mulher, ex-guerrilheira e ainda uma das líderes do Partido dos Trabalhadores no poder. Vale lembrar que os dois últimos presidentes antes do Golpe Militar, em 1964, tinham estreitas relações com o Bloco Socialista. Em seu Governo, Jânio Quadros condecorou Che Guevara e o cosmonauta soviético Yuri Gagárin com a Ordem do Cruzeiro do Sul, além de receber a visita do Ditador cubano Fidel Castro.

Com a renúncia de Jânio, seu vice, João Goulart, o Jango, assume a presidência sem deixar de lado tais relações. Durante seu Governo, começaram a surgir manifestações populares de cunho conservador, que iam de encontro à iminente “ameaça comunista”. Eram as Marchas da Família com Deus, das quais participaram centenas de familiares de militares.

Atualmente, não pode-se dizer que os partidos e setores políticos dividam-se tão claramente entre esquerda e direita. Mas o que não muda é que sempre haverá os imorais, inescrupulosos e sem ética alguma, dispostos a qualquer falcatrua para chegar ao poder. E o Governo Dilma parece bastante vulnerável a ataques de gente dessa laia.

Anúncios

, , , ,

Deixe um comentário

Orlando Silva

Profetizando seu homônimo, já dizia o Cantor das Multidões (em resposta ao PiG):

“Para mim, você é jornal de ontem
Já li, já reli, não serve mais
Agora quero outro jornal assim
Que tenha fatos sinceros
E sublimes, emocionais…”

Deixe um comentário

De Eva a Gisele Bündchen: divagações sobre o pensamento feminista.

Desde que Eva foi a culpada pela expulsão dela e de seu companheiro, Adão, do Paraíso, foi decidido, estabelecido e firmado (provavelmente em algum concílio) que todas as mulheres descendentes da Senhora em questão deveriam pagar o preço por sua suposta falha moral. Cá estamos nós, milhares de gerações depois, tendo ainda que tolerar comportamentos de violência (física ou moral) e intolerância contra as mulheres!
O mito de Adão e Eva deixou, em nossa cultura Cristã Ocidental, a noção de que a mulher foi quem trouxe o pecado para o mundo. Essa marca fez com que, ao longo dos séculos, as mulheres fossem oprimidas: proibidas de votar, de estudar, de vestir-se confortavelmente, de ter liberdade social e sexual.

Hoje, o ainda pouco espaço conquistado pelas mulheres na sociedade deve-se principalmente às conquistas dos movimentos feministas. Digo pouco porque, segundo Simone de Beauvoir, a verdadeira emancipação feminina dar-se-á quando ela atingir uma igualdade plena em relação aos homens:

“Uma feminista, quer ela se autodenomine esquerdista ou não, é uma esquerdista por definição. Ela está lutando por uma igualdade plena, pelo direito de ser tão importante, tão relevante, quanto qualquer homem. Por isso, incorporada em sua revolta pela igualdade de gêneros está a reivindicação pela igualdade de classes.”

(Simone de Beauvoir em entrevista a John Gerassi. 1976.)

Embora ainda não tenhamos atingido a plena igualdade de direitos almejada pelas idealizadoras do movimento, não podemos dizer que este fracassou completamente.  O que ocorre atualmente é que, muitas mulheres, por contentarem-se com a pseudo-liberdade já conquistada, acomodam-se em seu papel de reivindicadoras dos próprios direitos. Outras, ainda, tentam fazer uma revolução às avessas: através de uma sexualidade latente, e de um exibicionismo exacerbado do próprio corpo, tentam provar que podem ter uma vida sexual igual à dos homens, achando que as mudanças sociais resumem-se à sexualidade. Não percebem que a revolução social levará à sexual, e não o contrário.  Só o que conseguem é reificar da imagem da mulher. Pode parecer moralista, mas é como a maioria dos homens, e até mesmo das mulheres, pensa. Tanto que, recentemente, houve a polêmica sobre o comercial da lingerie Hope, estrelado por Gisele Bündchen. Moral do vídeo: “mulheres, seu poder de persuasão está em seu corpo!” Absurdamente, o locutor ainda fala no final: “Você é brasileira, use seu charme!” Resumindo: a mulher brasileira tem sua imagem sempre associada à sensualidade, ao calor das praias, ao biquíni, ao bundalelê em geral, em escala internacional. Afinal, quantos milhares de turistas vem ao Brasil, todos os anos, em busca do turismo sexual? Esse comercial é justamente a comprovação de que vestimos a carapuça do comércio de corpos. Comprova que somos coniventes com a prostituição de nossas mulheres. E pra piorar, atesta, ainda, que a mulher, através do pensamento e da palavra, não é capaz de produzir efeito de persuasão e convencimento. O comercial, claro, causou polêmica, e virou caso de justiça.

Só uma coisa eu não consegui ainda compreender: depois de Carla Perez, “Sheilas do tchan”, Melões, Melancias, Jacas, Peras e todo o balaio da feira, por que logo Gisele Bündchen foi escolhida como bode expiatório dos pseudo-feministas? Será que só agora ficou clara a exploração da imagem feminina pela mídia? Será que só depois de elegermos uma mulher presidente, foi possível perceber o quão importante é a presença feminina no cenário político e social, e que a mulher pode sim assumir papéis de liderança, sem nada deixar a desejar em relação aos homens?

Espero que esse seja o começo de uma nova consciência em relação ao papel social da mulher.

Deixe um comentário

Capa da Revista Veja - 22/06/2011

E a Veja, mais uma vez, equivocou-se (eufemismo). Ontem, ao chegar em casa, peguei a tal revista que alguém esqueceu em cima da estante: era a edição do dia 22 de junho de 2011. Na capa, as mães que sofrem por causa dos filhos, dependentes químicos do crack. A reportagem em si, estava passável. Explicava didaticamente a composição do crack, da cocaína e do oxi. Falava abertamente do sofrimento da família de um dependente químico. Mas também não tinha nenhuma novidade além do que já se propaga em filmes, novelas, imprensa.
O que mais me chamou a atenção, na verdade não foi esta reportagem, mas a seção Carta ao Leitor, que colocava a seguinte ideia: ao mesmo tempo em que o crack faz suas vítimas, a justiça aprova as marchas em favor da legalização da maconha.
Agora, me diga uma coisa, senhor Editor da Veja: o que tem uma coisa a ver com a outra?
Não sei se a sociedade careta não quer enxergar, ou se realmente é bitolada a ponto de não saber que essa história de que “a maconha não faz tão mal, mas é a porta de entrada para outras drogas mais fortes” é pura lenda? É a mesma história do bicho papão: só pra assustar crianças e deixá-las comportadas. E se não acabarmos com os mitos que rodeiam este submundo, nunca haverá uma política eficaz de combate aos narcóticos.
Para começar a desconstruir tais mitos, primeiramente, vamos desvincular a maconha da droga. Sim, claro! Drogas são substâncias sintéticas, legais ou ilegais, tais como a cocaína, ritalina, amoxicilina, ranitidina etc. A maioria delas pode ser vendida na farmácia com ou sem prescrição médica. A maconha é uma erva natural, consumida in natura e, há milhões de anos, auxiliando no tratamento de prisão de ventre, malária, reumatismo, cólicas e dores em geral. Sabe-se também da sua eficácia na diminuição da pressão ocular, o que ajuda na prevenção do glaucoma. Seu efeito sobre o usuário é relaxante, ou seja, uma pessoa que fuma maconha jamais vai sair pra assaltar por causa de uma crise de abstinência (o que a falda do seu uso não provoca), nem vai apresentar mudanças comportamentais e sociais. No máximo ela vai engordar por causa da larica. Além disso, o risco de uma overdose é nulo, pois está cientificamente comprovado que, para uma pessoa morrer por uma superdose de maconha, ela deve fumar 4kg da erva de uma vez! E, convenhamos, antes de fumar 50g em um dia, a pessoa dorme.
Enfim, a falta de informação tem contribuído para que o combate às drogas não tenha êxito. A falta de informação é que gera o preconceito. Ser maconheiro (é um rótulo, não gosto, mas uso porque me sinto rotulada dessa maneira perante os olhos da sociedade e não me sinto ofendida ou marginalizada) e lutar pela legalização da maconha não vai aumentar o tráfico, o consumo e, muito menos os crimes causados pelo crack. Afinal, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

, , ,

2 Comentários

Três livros que você deve ler antes de morrer:

Pra quem gosta de ler e ainda está em dúvida sobre qual vai ser a próxima leitura, aí vai a minha dica de três obras fundamentais para o acervo de qualquer leitor maduro. Todas contemplam temáticas universais e atemporais, o que as torna eternas. Além, claro, de instigarem discussões e polêmicas, o que as torna ainda mais interessantes.

1. “O Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa – Dos tantos heterônimos criados pelo autor, Bernardo Soares, que protagoniza este enredo, talvez seja o mais atormentado e mais intrigante. As idéias, distribuídas de maneira esparsa e, por vezes, confusa, comprovam esta afirmação. Misto de Literatura e Filosofia, repleto de metáforas sublimes, é uma obra genial.

2. “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel – Livro de cabeceira de líderes, governantes ou qualquer um que aspire ao poder, Maquiavel mostra os caminhos básicos para atingir o topo da hierarquia de qualquer sociedade. E quem comprar a edição da Martin Claret tem ainda um bônus: notas de rodapé com comentários de Napoleão Bonaparte.

3. “Teologia do Cativeiro e da Libertação”, de (Frei) Leonardo Boff – Apesar de escrito por um Frei, esta obra é bastante apreciada mesmo pelos não-Católicos. Em síntese, é uma análise bíblica do ponto de vista sociológico, na qual Boff traça um paralelo entre a doutrina cristã e o Socialismo Marxista. Obviamente, a obra causou choque nos católicos mais fundamentalistas, a ponto de causar a desituição de Leonardo Boff do seu título de Frei, por parte de Joseph Ratzinger (atualmente conhecido como Papa Bento XVI), quando este era Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé (que dizem as más línguas, é a moderna “Santa” Inquisição). Tão interessante quanto a obra em si, é todo o contexto no qual ela se insere.

Espero que apreciem minhas sugestões. Até o próximo post!

1 comentário

Censura nunca mais?

Quando nos casamos ou passamos a conviver sob o mesmo teto com uma pessoa, acabamos adquirindo certos hábitos do companheiro. Eu peguei a mania de dormir com a televisão ligada. Então, hoje, às 5h da manhã, minha filha me acordou para mamar. Na mesma hora estava passando uma reportagem no SBT sobre a novela “Amor e Revolução”. Coincidência, pois ontem mesmo eu estava pensando em escrever algo sobre o folhetim, que eu tenho tentado acompanhar, apesar da correria do horário. Queria falar que, apesar da baixa qualidade da produção, do elenco e dos textos, abordar um assunto polêmico e ainda tão recente na História do Brasil, como a Ditadura Militar, é um pioneirismo na televisão, ainda mais, quando fala de maneira tão aberta sobre a intolerância do regime. Se não serve como documento ou fonte de pesquisa, serve pelo menos para despertar o interesse da população pela História do seu próprio país.

Exatamente por isso, um grupo de Militares da Reserva resolveu intervir: fizeram um abaixo-assinado, que até agora conta com pouco mais de 700 assinaturas, para que a transmissão da novela fosse interrompida, alegando que estaria manchando a imagem dos Militares junto à população. Em contrapartida, manifestantes fizeram outro abaixo-assinado pelo direito de poder assistir à novela.

O lado bom dessa história toda é que, pelo menos aparentemente, estamos longe de um novo golpe, de uma nova ditadura. Os militares protestam contra a novela através de um abaixo-assinado, como cidadãos comuns, e não baixando nenhum decreto proibitivo. Apesar de tudo, eles também tem direito à liberdade de expressão, não é mesmo?

Deixe um comentário

Para rir…

Deixe um comentário

O Twitter e a morte da Filosofia.

O Twitter, uma das tantas redes sociais que existem por aí, surgiu como uma maneira simples, rápida e prática de comunicação, que atende de maneira excelente à necessidade de exposição de algumas pessoas. Em 140 caracteres, qualquer um pode contar o que faz da sua vida e chamar a atenção dos demais tuiteiros com frases de impacto (geralmente emprestadas) e piadinhas prontas.

Em contrapartida, há quem use o Twitter apenas como a fechadura de um portal de idéias mais amplo, no qual elas possam expressar idéias que gostariam de propagar. Nada mais interessante para um país de democracia recente, no qual, há menos de trinta anos, pessoas morreriam se julgassem ter o direito de se expressar como podemos fazer hoje em dia. Mas, infelizmente, a (falta de) educação do nosso país acaba transformando a nossa sociedade em rebanho e, conseqüentemente, o Twitter, em uma máquina de repetição de idéias. Na maioria das vezes, idéias fúteis e que não saem do lugar.

Hoje, por exemplo, vejamos o que está nos TT’s no Brasil (pra quem não conhece o Twitter, os TT’s são os tópicos mais comentados naquele momento):  #CloudPlayer; #maratonabbb; #novopora; #UEA; #TeenageFanclub; #Bolsonaro; #forabolsonaro; #JoseAlencar; #Coimbra; #Boomerang. Não, eu não vou comentar TT por TT. Mas quem puder conferir cada um, verá que mesmo os temas mais politizados são tocados por comentários insípidos, que demonstram apenas a capacidade de algumas pessoas em repetir idéias de um senso comum bastante míope. O Twitter possui ainda uma ferramenta chamada Retweet, em que um indivíduo, clicando em um botão, pode reproduzir qualquer post de outro tuiteiro. Nada mais prático para quem é inapto a produzir suas próprias idéias mas quer parecer bacana aos olhos de quem o segue.

Certa vez, Fernando Henrique Cardoso estava nos TT’s. Era um domingo de manhã e eu estava trabalhando. O dito estava no programa Esquenta, apresentado por Regina Casé na rede Bobo, ops! Globo. Bem, nem preciso explicar porque ele estaria nos tópicos: Ministro da Fazenda que criou o Plano Real, Presidente do Brasil durante oito anos… Como todo governante, claro, teve seus momentos polêmicos, como a privatização da companhia telefônica estatal, a Telebrás. Esse tema, claro, provoca as mais divergentes opiniões, muitos concordam com a privatização, outros não. Nem quero entrar nessa questão, se foi certo ou não. O meu interesse, no momento, é o discurso das pessoas, que repetem sempre as mesmas idéias. Com essa “moda socialista”, lançada pela eleição do presidente Lula, muitos adotaram o discurso de que a privatização das empresas brasileiras é uma afronta à soberania do povo, fere a nossa nacionalidade. É até coerente. Mas engraçado é notar que é o mesmo argumento da “extrema direita”, representada por pessoas como o deputado Jair Bolsonaro (o mesmo que aparece nos TT’s de hoje). Quem quiser conferir, é só ver o polêmico vídeo dele no CQC. O que só demonstra a incoerência de um povo que, ou tem preguiça de pensar, ou foi tão bem adestrado que perdeu a capacidade de perceber as minúcias de discursos. O resultado? Tiririca foi eleito com 1,3 milhão de votos.

, , ,

Deixe um comentário

Exercício.

Este não é o primeiro blog que eu escrevo. Mas espero que seja o primeiro que eu mantenha. Não, eu não tenho aquele típico problema de começar os projetos e não levá-los adiante. Meu problema mesmo é a auto-crítica exacerbada. Principalmente em relação à escrita. Tudo que eu escrevo, seja conto, crônica, poema, livro acaba indo parar em algum lugar fora dessa existência! Porque às vezes nem o lixo, nem o vaso sanitário são suficientes para exterminar o mal que eu acho que fiz à comunidade literária escrevendo aquilo! Não sei se há um culpado para isso. Meus pais nunca me tolheram nesse sentido, pelo contrário, sempre incentivaram minha leitura e minha escrita… Meus professores mais ainda! Talvez eu sempre tenha querido me comparar às minhas referências literárias, sempre querendo fazer algo genial e inovador… Não sei… Sei que não tem dia melhor pra começar a escrever e exercitar a liberdade do que o domingo!

Que dia mais estranho… Faustão é campeão de audiência na TV e, quem não está em casa coçando o saco e assistindo a este programa educativo e coerente,  está lotando algum destes locais: praia, parque, igreja, shopping ou estádio de futebol. Bem, com essa constatação, acho que vou começar a acreditar na Bíblia quando diz que foi justamente nesse dia que Deus resolveu descansar…

Aí hoje eu acordo às 7h30 pra vir trabalhar e me deparo com uma criatura estranha, com roupa de guarda municipal, que diz que a dona do restaurante quer estacionar as cadeiras…Achei isso tão poético! E se isso é poético, do meu ponto de vista, acho que não preciso me privar de minha liberdade de expressão, ainda mais sendo eu mesma minha única censora!

Bem, esse não é o melhor texto da minha vida, mas com certeza é o primeiro a caminho da liberdade. Pouca coesão e nenhuma estrutura. E que continuemos assim, sem medo…

 

 

Deixe um comentário